Mensagem a Garcia

04/09/2013 § Deixe um comentário

Pena e Tinteiro

Uma mensagem a Garcia (cujo título original em inglês é “A Message to Garcia”) é um ensaio escrito por Helbert Hubbard (1856-1915) e que se transformou em dois filmes (em 1916, por Thomas A. Edson; e em 1936, por George Marshall). Foi inicialmente publicado como um enxerto sem título para a edição da revista “Philistine”, de março de 1899, que Hubbard editava nos EUA, mas logo foi reeditada como um panfleto e um livro. A obra se tornou muito popular, sendo traduzida em 37 línguas, e se tornou uma bem conhecida alusão na cultura popular e comercial nas Américas até a metade do século XX.

Eis um resumo da história

Quando começou, no século XIX, a guerra entre a os Estados Unidos e a Espanha, o que importava era comunicar-se, rapidamente, com o chefe dos revolucionários, Garcia, que se encontrava em alguma fortaleza do interior de Cuba. Mas sem que se pudesse precisar exatamente onde, era impossível comunicar-se com ele pelo correio ou telégrafo.

O presidente dos Estados Unidos, no entanto, tinha que assegurar-se da sua colaboração o mais rápido possível. O que fazer? Um secretário disse ao presidente: – Há um homem chamado Rowan, e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, há de ser Rowan. Foi-lhe então, confiada a missão. Rowan, de imediato, tomou a carta presidencial, meteu-a num invólucro impermeável, amarrou-a sobre o peito e, após quatro dias, saltou de um barco, no meio da madrugada, nas costas litorâneas da ilha do oceano Atlântico, embrenhou-se no seu interior para, depois de três semanas surgir do outro lado de Cuba, atravessando a ilha a pé, um país hostil e entregando a carta a Garcia.

O que é importante destacar nesta história: o presidente norte-americano deu a Rowan uma carta para ser entregue a Garcia. Ele recebeu a missão e nem sequer perguntou: Onde é que ele está? Eis aí um homem cuja estátua devia ser colocada em cada escola do mundo. Não é só de ensinamentos dos livros que a juventude precisa. Precisa, sim, de muita persistência para poder mostrar-se altiva no exercício de um cargo, para atuar com responsabilidade e diligência, para dar conta de uma obrigação.

A civilização busca ansiosa, insistentemente, homens nestas condições. Tudo que um tal homem pedir, se-lhe-á de conceder. Precisa-se dele em cada cidade, em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: Precisa-se, e precisa-se com urgência, de um homem capaz de levar uma mensagem a Garcia!

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